segunda-feira, 29 de março de 2010

O prazer na experiência estética

É um sentimento, que provoca polemica, pois nem sempre, uma experiência estética traz prazer para quem a provoca, podendo estar adiante da beleza física, e mesmo assim termos reações emocionais desprazeirosas.

O sentimento que você tem quando esta adiante de alguma arte, observando não é iguala da vida cotidiana. Exemplo, se você vê uma cena de teatro, cinema, etc. é diferente quando você vê na realidade. Você vê uma pessoa ser agredida, ou morta num espetáculo é diferente quando você vê realmente, na cena você sente desconforto, mais é simbólico, porque após você analisa o talento de quem provocou a cena, no entanto na realidade o sentimento é outro.

Alguns, diante de algumas obras, não experimentam esta experiência estética, pois tendo diretamente ou não alguma relação com ela, perdem a percepção pratica em relação com a estética, deixando a arte de lado, para relacionar às vezes com o que faz na prática, sentindo como se fosse uma critica para consigo mesmo. Como se um policial que assiste a um filme onde se vê cenas de corrupção, ele não relaciona a arte que vê, nem separa sua profissão com o espetáculo em si, misturando aí a percepção pratica com a estética.

Há também aqueles que indiferentemente não percebem a experiência estética por não ter conhecimento nenhum, sobre o que esta vendo, para ter prazer deve-se ter um mínimo de aprendizado de códigos estéticos presente em suas vidas e épocas. Quando por exemplo se ouve uma musica que não está acostumado ou não teve este mínimo de aprendizado, é difícil de ter uma experiência estética com ela, pois esta pessoa esta acostumada com a sua musica cotidiana, do seu dia a dia.

È preciso aprender a entender o conteúdo da obra, para se ter o prazer de apreciá-la.

È preciso aprender arte, para se ter a experiência estética, pois não tendo uma percepção justa, não entendendo a arte, não se terá esta experiência.

domingo, 21 de março de 2010

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Leitura de imagem.

Tivemos uma aula que a professora Elisa levou varias pinturas,de vários artitas.Aula essa bem interessante,nos dividimos em grupo e cada um escolheu e analisou uma obra diferente.Analisar essas obras é bem legal,avaliamos vários aspectos e observamos coisas que as vezes em outro momentos quando olhamos passa despercebido.Fizemos a descrição,em que descrevemos o que realmente se vê na pintura.A análise,em que avalimos formas,cores,textura tamanho.Fizemos também a interpretação,que diz a respeito da intenção,do propósito do artista,o que se pode interpretar daquela obra.O julgamento é quando avaliamos o valor,se é uma obra boa ou ruim,justificando essa avaliação como formalismo,expressionismo ou instrumentalismo.Assim cada grupo apresentou a obra que escolheu,falando o que tinham interpretado.Portando conhecemos várias obras e artistas,tivemos um conhecimento mais profundo,nos possibilitando ter um envolvimento maior com obras de arte.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A experiência estética


· A experiência estética decorre numa atmosfera afetiva, pois o ser humano é um ser sensível, captando cognitivamente os objectos que o rodeia através dos seus sentidos.
· Manifestando sentimentos de alegria, de júbilo, de prazer face a estes, quer sejam de origem humana ou natural, valorizando-os afetivamente, atribuindo-lhes valor estético.
· Elevando-os do plano da utilidade para o plano da contemplação estética.
· Através da contemplação estética o sujeito participa ativamente na contemplação do objeto, interpretando-o subjetivamente, criando ou recriando o objeto na sua mente.
· Experimentando prazer estético, por vezes de tal forma intensa, que transcende para um outro cosmo subjetivo, criado pela sua mente, pelos seus sentimentos face ao objeto permanecendo alheio e alterno ao mundo real, no seu heterocosmos.
· Você precisa da estetica pra entender a arte do ponto de vista estetico ( sentir tristeza, alegria, duvida, raiva e todos os sentimentos humanos).
· Você pode olhar para o céu, achar uma nuvem bonita, pode ler um texto, achá-lo bonito, isso é ter uma experiencia estetica.
· A experiência estética é a soma do seu sentimento no momento ( raiva, amor, felicidade, solidão, etc) com os valores que você traz da vida e que aprendeu no seu meio de criação ou sua tribo.
· Cada pessoa tem uma sensação diferente de outra em frente a uma obra.

A dimensão profunda da experiência estética

A psicologia da forma nos ensina que há uma tendência de nossa mente em perceber as coisas de maneira "gestaltica", isto é , numa configuração articulada, Nossa percepção procura sempre compor, com estímulos que lhe chegam,uma figura,etc.Ex:agrupar os astros, em uma seqüência de ruídos projetam um sistema.Portanto eliminamos as imperfeições da consciência, vemos de uma forma mais bem acabada.a mente também separa a figura e o fundo sendo que a figura o foco da atenção, e o que está volta é o fundoA percepção inconsciente ou subliminar é distinta da consciente, não se dando de maneira a articular estímulos em formas a mais perfeita possível nem compondo o jogo de figura e fundo A percepção consciente trabalha em eliminar uma serie de elementos , que contribuem para descodenar a articulação das figuras.
E quando percebemos algo (visual ou audiovisual) estas duas percepções trabalham juntas
A tendência da mente para construir gestalts era inaceita no ser humano. É um processo aprendida montado desde a infância. Assim evoluímos a partir de uma percepção sincrética contra os elementos inarticulados podendo fundir e justa por formas dos objetivos e as formas de suas partir; criando configurações ausentes de nossa realidade consciente , E a consciência articulada assimila os elementos em formas mais perfeitas,delimitando identificação dos objetos tornando-os irreconhecíveis
No momento da experiência, estética , a percepção se da de forma distinta da percepção pratica,havendo um maior equilíbrio entre as duas percepção, em que forma inarticuladas, simbólicas, de nossas forças inconscientes, começam a ser percebidas, assim forçando a mente a superfície a reagir.E ela reage de forma a compor gestalts mais e mais perfeitas, ocultando elementos perigosos.
Então o prazer estético, o sentimento da beleza advém desde conflito de preparação, em que a consciência busca manter os elementos não perigosos, construindo formas mais bem acabadas, plenas para prender atenção.
No momento de criação ocorre o conflito entre as duas percepções, Existe o sentimento estético da beleza que surge em nós a partir do trabalho da mente de superfície para criar uma gestalt plena o bastante para buscar e subtrair do campo perceptivo as formas inarticuladas.
E o sentimento plástico (de solides e volume das coisas percebidas) e volume (sem caráter de “realidade” provém da ação da consciência para se sobrepor à ausência de coisas verificada na percepção inconsciente.
A evolução de processo de percepção humana pode ser observada através da historia da arte, em que mostra uma transformação progressiva.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Método de leitura baseado em Edmund Feldman

1- Descrição: Neste estágio o autor sugere se fazer uma lista detalhada de objetos e formas contidos na obra; descrevendo tudo o que se vê. Esse exercício ajuda o observador a se deter mais longamente a observar a obra e ao mesmo tempo descobrir coisas ou detalhes que não haviam sido captados à primeira vista. Trabalhos tradicionais de arte levam as pessoas (especialmente as que não têm o hábito de ver arte) a uma descrição quase que narrativa. Favorável a esta opinião é também Michael Parsons. Ele opina que uma obra abstrata apresenta, quase sempre, desinteresse àquelas pessoas pela ausência de elementos objetivamente reconhecíveis. Nesse tipo de obra temos de descrever as formas, cores, espaço e volumes que vemos, adicionados às suas propriedades específicas como áspero, liso, brilhante, vertical, longitudinal, etc. Descrever o aspecto técnico da obra é também recomendado neste estágio. Tentar descrever a maneira pela qual a obra foi realizada. Como a tinta foi aplicada à superfície da tela, como o encaixe da escultura foi realizado, etc. Deve-se evitar palavras ou expressões carregadas de sentimento ou preferência a fim de que a descrição da obra seja a mais objetiva possível.

2- Análise: É a observação do procedimento daquilo que vemos na obra de arte. Aqui, o intento é de descrever a relação entre as coisas que vemos na obra em estudo. Por exemplo, como as formas afetam ou se influenciam umas às outras. Esse processo é chamado de ‘análise formal’. Estuda/se a relação de tamanho, localização das formas no espaço, a relação cor e textura, textura e superfície, espaço e volume, a relação de valores tonais, a relação luz-sombra, a qualidade da marca ou forma, descobrem-se as formas negativas, como também as qualidades emocionais e idéias transmitidas pela obra de arte. Estas duas operações, descrição e análise, ajudam a: 1- Promover um completo exame da obra; 2- Diminuir a tendência do observador em apressar-se por conclusões; 3- Desenvolver habilidade em observação - condição essencial para a compreensão das artes visuais; 4- Acumular os fatos visuais que formarão a base para a interpretação crítica.

3- Interpretação: É o estágio em que, baseado nos elementos descritos e analisados da obra, o observador dar significado ao trabalho de arte. Não se tenta aqui traduzir qualidades visuais em combinações verbais. Usam-se palavras para descrever idéias que explicam as sensações e sentimentos que temos diante do objeto de arte. Neste estágio, explica-se o trabalho de arte, qual o seu objeto ou fim, porém não se quer, com isso, explicar o propósito do artista, a sua intenção. Isto é uma outra questão. A obra não oferece esta informação. Aqui, afirma-se apenas o que a evidência visual parece significar. A melhor interpretação é aquela que se baseia apenas num grande corpo de evidência visual proveniente da própria obra, como também a que faz a mais significativa conexão entre a obra e as pessoas que a observam. Como construir uma interpretação? Com o corpo de elementos observados, formaliza-se uma hipótese, baseada também nos sentimentos. Não se rejeita as primeiras impressões. É importante que o espectador ou crítico pergunte a si mesmo o que há de comum entre essas impressões e as relações descritas na análise formal. É um exercício para aprender a confiar em si mesmo, acreditar nas suas observações.

4- Julgamento: Neste estágio decide-se sobre o valor estético de uma obra de arte. É o momento de explicitar as razões porque o trabalho em estudo é bom ou ruim. As razões para se julgar um trabalho excelente ou pobre têm de ser baseadas numa filosofia da arte. O autor sugere três enfoques filosóficos sob os quais uma obra pode ser justificada: formalismo, expressionismo e instrumentalismo.
Formalismo - Esta corrente enfatiza a importância e a maneira de como os elementos visuais se agrupam ou se relacionam na obra de arte. A harmonia das partes que compõem o todo é essencial para quem analisa a obra sob este enfoque filosófico. Mas como decidir que cada parte se harmoniza entre si? Não há uma regra lógica, o crítico ou o professor tem que se apoiar na impressão (ou nas sensações). A harmonia expressa através do justo equilíbrio dos elementos que formam a obra provoca ao espectador uma sensação de equilíbrio e bem-estar.
Expressionismo - Os que optam por esta linha se interessam pela profundidade e intensidade da experiência provocada pelo contato com a obra de arte. Para estes um trabalho de arte excelente pode ser feio. Arte deve comunicar idéias e sentimentos, vigorosamente, com convicção. Baseiam-se em duas regras para julgar a excelência de uma obra. O trabalho bom é aquele: a) que tem força em provocar emoção; b) que comunica as idéias de maior significância. Segundo este enfoque um grande trabalho surge da vontade de comunicar a experiência vivida pelo artista. A obra pode ser abstrata. Mas abstração deve ser um instrumento que o artista usa para intensificar a expressão do significado da experiência vivida. Assim, a arte tem de ser convincente, real e emocionalmente efetiva. A contemplação passiva de formas organizadas é irrelevante. Ao contrário, importante é o uso de sinais e símbolos, como também a apropriação de metáforas e analogias.
Instrumentalismo - Como o formalista é interessado na beleza, o expressionista na profundidade ou intensidade de comunicação, o instrumentalista é interessado na efetividade de propósito da arte. Arte a serviço das necessidades humanas estabelecidas por instituições sociais, como a igreja, o estado, o econômico, o político. A excelência de um trabalho de arte para o instrumentalista está na força que a obra pode mudar o comportamento humano de quem a contempla. A obra deve provocar o desejo. Uma grande obra se torna real apenas quando serve uma causa importante. As qualidades técnicas e imaginativas do artista precisam ser organizadas por uma idéia que seja maior ou mais importante do que as emoções íntimas do próprio artista. Assim, uma técnica excelente aplicada a um propósito trivial resultará numa obra medíocre. A grandeza da obra está na grandeza do propósito. Para o instrumentalista as formas “perfeitamente organizadas” significam a conexão mais próxima entre a aparência e a intenção social da obra de arte.

Método de leitura.